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Vinicius Torres Freire/Redução do salário real atinge muitas categorias

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Adicionado em by in Jornal da Gazeta Cotidiano
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Os salários de quem está empregado estão caindo. Quanto mais pobre o trabalhador, maior o tombo. Não parece novidade, mas é preciso lembrar. Inflação e desordem econômica no governo afetam quase todo mundo. Mas afeta mais os mais pobres, é preciso lembrar outra vez.
Ontem a gente soube de outra notícia de redução em massa de salários. Mais da metade das categorias de trabalhadores que fizeram acordos coletivos em agosto tiveram reajuste abaixo da inflação. Quer dizer, houve redução de salário real.
Para ser mais preciso, 51,8% dessas categorias tiveram reajuste abaixo da inflação, segundo Fipe, uma fundação de pesquisas econômicas de São Paulo.
Nos últimos 12 meses, as categorias que tiveram reajuste abaixo da inflação estão entre 45% e 50% do total. A coisa ainda está piorando.
Essas são informações relativas a categorias mais ou menos organizadas de trabalhadores. Obviamente, a situação é ainda pior para quem não tem sindicato forte, quem na prática não tem sindicato nenhum ou trabalha de modo informal.
Para dar um exemplo concreto, basta ver o que aconteceu com os trabalhadores mais pobres e legalmente desprotegidos do país.
Anteontem, a gente soube que os trabalhadores que ganham abaixo do salário mínimo foram os que tiveram a maior redução de rendimentos no segundo trimestre: perda de 9%, em relação ao ano passado. Todas as faixas de renda perderam, com exceção dos trabalhadores de renda mais alta, os 10% mais ricos, que tiveram aumento, na média.
Essa informação é do Ipea, o instituto de pesquisas econômicas do governo federal. O Ipea mostra também que a o aumento do desemprego é maior no Nordeste, entre as mulheres, com menos de 25 anos, os que não são chefes de família, com ensino médio incompleto, e nas regiões metropolitanas.
Solução? A mais relevante é a economia parar de encolher, o que com sorte deve acontecer neste trimestre final do ano. Confirmado isso, talvez o número de admissões comece a subir lá pelo meio do ano que vem.
Chegamos ao fundo do poço, parece, pelo menos. Mas aqui é um lugar muito horrível.

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