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Denise Campos de Toledo / O grande desafio é reequilibrar contas públicas

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Adicionado em by in Jornal da Gazeta Cotidiano
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do governo vai ser o reequilíbrio das finanças. Aliás, não exatamente reequilíbrio, porque não dá pra reverter um déficit previsto, este ano, em 170 bilhões e meio de reais. Mas dá pra criar a expectaitva de que, em algum momento, as contas possam ficar no azul. Isso até aconteceu em abril. O governo central teve um saldo de mais de 9 bilhões e 700 milhões de reais. Mas abril sempre é um mês melhor, porque entra Imposto de Renda, especialmente das empresas.Só que foi o pior abril desde 2013. E o pior primeiro quadrimestre em 20 anos. O governo aposta muito nas medidas que já anunciou, especialmente a que limita o aumento das despesas à inflação do ano anterior. Resta ver se vai ser implementada da forma prevista. Líderes partidários já estão pedindo pra que seja amenizada, pra não afetar muito gastos prioritários, como saúde e educação.Isso vai gerar muita chiadeira, apesar de sempre ser possível buscar mais eficiência mesmo com menos recursos. Há muito problema de gestão, desvios, ineficiências. Mesmo assim não vai ser uma medida fácil de passar. E tem o calendário. As discussões da medida, que exige aprovação por dois terços, vão coincidir com um período de festas juninas, que esvaziam bastante as sessões, por mais absurdo que isso pareça, vai ter a Olimpíada e as eleições municípais. Eleições que, além de mexerem com o calendário, influenciam as votações porque os congressistas não querem desagradar eleitores, prejudicar candidatos que apóiam. O mesmo pode acontecer com a Previdência. Até por essas dificuldades, mas não só por isso, são esperadas outras medidas que possam dar algum resultado em prazo mais curto, pra ajudar a reduzir o rombo fiscal. Pode vir alguma receita de concessões e privatizações, se o governo avançar mesmo por aí, cortes mais imediatos de gastos e até um aumento de impostos, que Meirelles, mais uma vez, não descartou. Só observou que, se vier, será temporário. O certo é que não basta boa intenção. Se o governo não mostrar algum resultado do lado fiscal, fica mais difícil melhorar o desempenho da economia e até a confiança, pra retomada dos investimentos, do consumo. O próprio Meirelles ressaltou que a aprovação das medidas deve ajudar no corte dos juros. Por aí fica evidente o quanto que as contas no vermelho atrapalham a economia, desde a inflação e os juros, até os investimentos e a capacidade de crescimento e combate ao desemprego. O grande desafio é mesmo fazer as contas entrarem numa trajetória menos ruim, ainda que a reversão do déficit possa levar vários anos. Eu volto na quinta. Até lá.

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