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Denise Campos de Toledo / O ajuste fiscal ainda é uma grande incerteza

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Adicionado em by in Jornal da Gazeta Cotidiano
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A sinalização dada pela equipe econômica, para o ajuste das contas públicas, é correta. Não dá pra ter muita pressa. As propostas são de longo prazo, dependem do ambiente político. O Congresso tem de aprovar o limite para ampliação de gastos. Reformas, como da Previdência, têm de ser muito bem elaboradas, pra diminuir a resistência. O governo lança idéias e confere as reações. Faz com que a sociedade comece a assimilar possíveis mudanças, como o limite de idade, a unificação dos regimes, que envolveria o funcionalismo, os militares. Até aí tudo bem. Dá pra entender até limitações relacionadas à interinidade. Definido o impeachment, o presidente Temer pode assumir uma posição muito mais firme quanto às pressões por gastos, concessões, privatizações; as tais medidas amargas que falou e devem incluir aumento de impostos. Mas é preciso mostrar algum esforço mais consistente. Pegou mal o anúncio na sexta passada do uso de reservas - de reservas num orçamento que prevê um rombo de 170 bilhões e meio de reais - porque houve revisão pra pior das receitas e despesas. Se falou em contingenciamento, um corte de gastos, da ordem de R$ 20 bilhões. Mas a ala política teve mais força. A equipe econômica optou por usar 16,5 bilhões das reservas de pouco mais de 18 bilhões, já colocadas no orçamento pra cobrir eventuais despesas não previstas. É como se você, já no vermelho, resolvesse usar um pouco mais do limite do cheque especial, porque as contas não fecham. Não combina muito com a austeridade esperada. Traz uma certa impaciência mesmo com todo o voto de confiança dado à nova equipe. A alta do dólar hoje teve muito a ver com isso. É o receio de dificuldades ainda maiores no ajuste, enquanto a dívida pública não para de crescer. Em junho, o estoque da dívida subiu 2,77% para quase 2 trilhões e 960 bilhões de reais..O ajuste fiscal ainda é uma grande incerteza. Eu volto na quinta. Até lá.

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